quarta-feira, 14 de julho de 2010

Emoções negativas

Emoções negativas

Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tiago 1:19
Há indivíduos que são exatamente o contrário do que o texto acima recomenda: são tardios para ouvir, prontos para falar e prontos para se irar.
A literatura religiosa judaica diz que “há quatro variedades de disposição. Primeiramente, há aqueles que facilmente se iram, mas que facilmente são pacificados; esses perdem por um lado e ganham por outro. Em segundo lugar, há aqueles que não se iram facilmente, mas que dificilmente podem ser aplacados; esses ganham por um lado e perdem por outro. Em terceiro lugar, há aqueles que dificilmente se iram e que facilmente são aplacados; esses são os bons. Em quarto lugar, há aqueles que se iram facilmente, e dificilmente se deixam aplacar; esses são os ímpios” (Midrash hannalam, cap. V., 11).
As emoções negativas são destrutivas: destroem os outros e o próprio ofensor. Um exemplo disto é o acidente ocorrido em 18 de junho de 1972, quando um avião se espatifou no aeroporto de Heathrow, em Londres, causando a morte de 118 pessoas.
Após intensa investigação, descobriu-se que o piloto estava descontente com a maneira como uma greve dos aviadores havia sido resolvida. Além disso, quando o piloto decolou, percebeu que o avião estava desequilibrado. Os funcionários haviam distribuído mal o peso da carga. E o piloto, já mal-humorado, ficou furioso e fez uma manobra de correção brusca demais, levando o avião a mergulhar na pista matando 118 homens, mulheres e crianças. Às vezes, tanto culpados como inocentes pagam caro demais pela hostilidade descontrolada.
Conta-se que Charles Spurgeon tinha um amigo que era pastor e havia escrito um livro intitulado Vinde a Jesus. Outro pastor escreveu um artigo ridicularizando o livro. De início, o amigo de Spurgeon sofreu em silêncio, mas com o passar do tempo a crítica ganhou maior publicidade, e então o ressentimento e a ira do autor do livro se tornaram incontroláveis. Ele escreveu uma violenta resposta ao crítico e disse coisas horríveis, que nunca teria dito sob outras circunstâncias.
Mas antes de pôr a carta no correio ele a mostrou a Spurgeon e lhe perguntou se deveria enviá-la. Spurgeon leu e disse: “Mande-a imediatamente. Mas antes escreva abaixo de sua assinatura: “Do autor de Vinde a Jesus”.
O amigo não teve coragem de enviar a carta.




“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4:29).

fonte: Meditações 2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Que legal receber seu comentário!